A
cirurgia para o tratamento do
câncer de mama pode ser
conservadora ou radical. Será
conservadora quando retira apenas
uma parte da mama (quadrantectomia),
e será radical quando retira
toda a mama. O tipo de cirurgia
varia de caso para caso. No caso
da retirada parcial, a cirurgia
deverá ser complementada
pela radioterapia.A radioterapia
é um tratamento à
base de aplicação
de radiação direcionada
ao tumor ou ao local deste e tem
por objetivo, se antes da operação,
reduzir o tamanho do tumor, e
se após, evitar a volta
da doença. A radiação
bloqueia o crescimento das células,
e deve ser utilizada apenas na
área afetada, evitando
atingir o tecido normal. As aplicações
duram cerca de 15 minutos e devem
ser feitas diariamente, variando
de 25 a 30 aplicações.
O tratamento não apresenta
complicações. O
local das aplicações
adquire uma coloração
parecida com a de uma queimadura
de sol. Outro tratamento utilizado
nos casos de câncer é
a quimioterapia. A quimioterapia
é o uso de medicamentos
extremamente potentes no tratamento
do câncer. Também
é usado para completar
a cirurgia, podendo começar
antes ou após a operação.
Ao contrário da cirurgia
e da radioterapia que têm
efeito local, a quimioterapia
age em todo o corpo, visando evitar
a volta do tumor e o aparecimento
em outros órgãos.
A quimioterapia age sobre as células
tem um crescimento e multiplicação
acelerados, como as do câncer.
Acontece que existem outras células
do corpo que possuem estas mesmas
características, causando
os famosos efeitos colaterais,
tais como anemia e diminuição
da resistência a infecções
causadas pela ação
nas células produtoras
dos glóbulos sangüíneos
vermelhos e brancos, queda de
pêlos e cabelos devido à
ação nas células
do folículo piloso, náuseas,
vômitos e diarréia,
em decorrência da ação
nas células do aparelho
digestivo, além da dificuldade
de engravidar e parada da menstruação,
já que as células
do sistema reprodutor também
são afetadas. O tratamento
normalmente é feito com
soro pela via endovenosa. Na maioria
das vezes, o tratamento dispensa
a internação. Primeiramente,
o paciente faz uma consulta médica
de rotina e, se estiver tudo normal,
recebe o soro durante algumas
horas e está liberado para
voltar para casa.
Em alguns casos,
outro procedimento que pode ser
útil é a hormonioterapia.
Durante muitos anos acreditou-se
que o surgimento do câncer
de mama tivesse íntima
relação com os hormônios
femininos, em especial os estrogênios.
Hoje sabe-se que nem sempre isso
ocorre. Por isso é feito
um exame para averiguar a utilidade
ou não desse tratamento.
O exame consiste na medição
na dosagem dos receptores de estrogênios
das células do tumor. De
acordo com o resultado avalia-se
a necessidade ou não da
hormonioterapia, que consiste
na ingestão de um a dois
comprimidos por dia durante não
menos que dois anos.
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